Por que Starlink quer usar nova geração de satélites no Brasil?

Resumo
  • A Starlink solicitou à Anatel a atualização para satélites Gen 2 no Brasil, visando melhorar a comunicação com roteadores por mais faixas de frequência.
  • As novas frequências, incluindo bandas Ku, Ka, V e W, aumentam o suporte a tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho da rede.
  • Os satélites Gen 2 operam abaixo de 600 km de altitude, garantindo reentrada atmosférica em até cinco anos e são projetados para se desintegrar totalmente ao retornar à atmosfera.

Está nas mãos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o futuro da tecnologia utilizada pela Starlink no país. O provedor de Elon Musk protocolou, há cerca de dez dias, o pedido para atualizar os satélites que atendem aos mais de 600 mil clientes brasileiros.

A argumentação da Starlink vai na linha de que os novos satélites – da segunda geração, ou Gen 2 – realizam a comunicação com os roteadores em solo por meio de mais faixas de frequência. Na prática, isso deve levar a um aumento tanto do downlink quanto do uplink.

A FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, já autorizou a nova leva de satélites.

O que muda com a nova geração?

O Tecnoblog apurou que, nas tratativas com a Anatel, a Starlink apresentou a seguinte lista de faixas utilizadas pelos satélites da Gen 2:

  • Banda Ku (uplink): de 14.000 a 14.500 MHz
  • Banda Ka (uplink e downlink): de 17.800 a 30.000 MHz
  • Banda V (uplink e downlink): de 37.500 a 52.400 MHz
  • Banda W (uplink): de 71.000 a 76.000 MHz

Para se ter uma ideia, as frequências da chamada banda W atualmente não são utilizadas no Brasil para esse fim. É por este motivo que os técnicos da Anatel estão debruçados sobre a solicitação da empresa, que rapidamente se transformou em sinônimo de internet via satélite.

Impacto na velocidade

Na visão da empresa, o sistema passa a suportar maior volume de tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho geral da rede, beneficiando milhares de brasileiros.

Apesar dessa afirmação, o documento não chega a cravar quais seriam as novas velocidades para os assinantes do serviço. No ano passado, o downstream médio no país passou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, conforme revelado pelo Tecnoblog em primeira mão.

A Starlink é particularmente popular nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, como em áreas rurais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ou nas localidades sem acesso a fibra óptica do Norte.

Para sustentar esse crescimento, a empresa reforça o compromisso com a sustentabilidade espacial no projeto da rede Gen 2. Um documento público da Starlink explica que os novos satélites operam em altitudes abaixo de 600 km, o que garantiria que qualquer unidade não manobrável sofra reentrada atmosférica em até cinco anos devido ao arrasto. Além disso, o hardware é projetado para se vaporizar totalmente ao retornar à atmosfera, para evitar riscos de detritos atingindo o solo.

Por que Starlink quer usar nova geração de satélites no Brasil?

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