Após demissões, Meta coloca mais um prego no caixão do metaverso

Resumo
  • A Meta encerrará o Horizon Workrooms e vendas de headsets Quest para empresas em fevereiro de 2026. Serviços serão gratuitos até janeiro de 2030.
  • A empresa sugere alternativas como Arthur, Microsoft Teams e Zoom Workplace para substituir sua plataforma de colaboração.
  • O foco do metaverso da Meta mudará para celulares, com continuidade do Horizon Worlds e desenvolvimento de ferramentas de IA.

A Meta deu mais um passo para se distanciar do metaverso: a empresa anunciou o fim do Horizon Workrooms, espaços virtuais projetados para colaboração entre funcionários. Além disso, as vendas de headsets Quest e serviços Horizon para o setor corporativo também serão encerradas.

Essas são as mais recentes notícias de um amplo movimento para deixar para trás os altos investimentos (e prejuízos bilionários) da divisão de realidade virtual da empresa, a Reality Labs. Recentemente, a companhia confirmou um layoff de mais de 1 mil funcionários e fechou estúdios de games.

O que a Meta vai fazer com os produtos corporativos do metaverso?

A companhia vai fechar totalmente as Workrooms em 16 de fevereiro de 2026 e deletar todos os dados associados a elas. Por isso, quem usa o serviço recebeu a recomendação de acessar a Central de Contas e baixar as informações. A empresa sugere usar o Arthur, o Microsoft Teams ou o Zoom Workplace para substituir sua plataforma.

A Meta também oferece o app Meta Quest Remote Desktop, que permite conectar um headset da linha Quest a um computador e emular monitores virtuais. Ele vai continuar funcionando.

A empresa vai encerrar as vendas de headsets e software para empresas em 20 de fevereiro de 2026 – ela oferecia ferramentas como modo compartilhado, gestão de apps e segurança de nível corporativo. Os clientes atuais poderão continuar usando os serviços gratuitamente até 4 de janeiro de 2030, mas o sistema entrará em modo de manutenção.

Qual é o futuro do metaverso?

A companhia já fechou quatro de seus estúdios de games em VR, reduziu a equipe responsável por Batman: Arkham Shadow e abandonou o desenvolvimento do app fitness Supernatural.

Esses movimentos sugerem uma mudança de perspectiva. De acordo com uma reportagem da Bloomberg, a Meta continuará desenvolvendo o metaverso, mas com foco em celulares, e não em headsets de realidade virtual completamente imersivos. 

Andrew Bosworth, CTO da empresa, afirmou, em um memorando interno obtido pela Bloomberg, que a equipe do Horizon vai dobrar a aposta em trazer as melhores experiências para smartphones, bem como ferramentas de IA para criadores.

Além disso, o Horizon Worlds continua funcionando. A plataforma social da empresa inicialmente foi pensada para VR, mas já conta com versões para navegadores e celulares.

Do lado do hardware, parece que o interesse pelos headsets não saiu como esperado: quem está usando produtos desse tipo não são jovens profissionais, mas sim crianças e adolescentes. Nesse contexto, há um ambiente favorável para jogos casuais e gratuitos.

Com informações do Verge

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