Apple muda os descontos para estudantes na loja oficial

Resumo
  • Apple agora exige comprovação de vínculo estudantil para descontos acadêmicos nos EUA, via plataforma UNiDAYS.
  • No Brasil, a verificação já ocorre há tempos, mas a mudança deve afetar brasileiros que viajam para comprar produtos mais baratos nos EUA.
  • Além da nova política, a Apple também adicionou o Apple Watch nos descontos educacionais.

A Apple decidiu fechar uma brecha antiga em sua loja voltada ao setor educacional. A partir desta sexta-feira (08/05), a companhia passa a exigir um novo processo de verificação para quem deseja comprar produtos com desconto acadêmico nos Estados Unidos.

A mudança encerra um sistema no qual bastava a palavra do cliente para garantir o abatimento no preço. Para o consumidor brasileiro, no entanto, a rotina segue igual: a loja da Apple no Brasil já exige a checagem de vínculo estudantil ou acadêmico há bastante tempo, utilizando a plataforma UNiDAYS.

Essa nova regra deve atingir quem viajava para os EUA com a intenção de adquirir produtos da marca pagando menos (mesmo sem um documento acadêmico válido no país). Em paralelo à nova restrição, a fabricante adicionou a linha Apple Watch ao catálogo de ofertas.

Como lembra o 9to5Mac, além do mercado americano, a nova política da Maçã se estende para Austrália, Hong Kong, Turquia, Canadá e Chile. Outros mercados, como o Reino Unido, também já contavam com essa trava de segurança.

Como funciona a verificação da Apple?

Para ter acesso aos preços especiais, o processo de compra agora é validado pelo UNiDAYS, serviço parceiro da empresa. Estudantes universitários, pais de alunos, além de professores e funcionários de escolas e universidades, precisam criar uma conta na plataforma. Em seguida, a comprovação ocorre ao fazer o login com as credenciais do portal acadêmico da própria instituição de ensino ou pelo upload de fotos da carteira de estudante/funcional.

A regra também contempla educadores do modelo homeschooling (ensino domiciliar). Nesses casos específicos, a Apple exige o envio de um documento oficial de identidade — como carteira de motorista ou passaporte — acompanhado de uma declaração que comprove a atividade.

Mesmo com a verificação de identidade em vigor, a companhia mantém as cotas anuais para evitar compras em massa e revendas não autorizadas. Cada cliente pode comprar, por ano, apenas um desktop (como o iMac ou Mac Studio), um Mac mini e um MacBook. Para os tablets da linha iPad e acessórios qualificados com preço educacional, o limite sobe para duas unidades anuais de cada.

Vale destacar que a exigência da documentação se aplica tanto para o e-commerce quanto para os consumidores presenciais nas lojas físicas da Apple.

Apple Watch entra na lista de descontos

Além da política de verificação, a Apple aumentou o portfólio para o setor educacional: pela primeira vez, o Apple Watch faz parte do programa oficial de descontos. As ofertas cobrem os lançamentos mais recentes da marca, incluindo o Apple Watch Series 11, o modelo de entrada Apple Watch SE de 3ª geração e o robusto Apple Watch Ultra 3.

No mercado americano, o abatimento nos relógios inteligentes varia entre US$ 20 e US$ 80, dependendo da versão escolhida. Para fins de comparação, quem optar por comprar os vestíveis no Brasil — levando em conta os valores sem os descontos estudantis — encontra os seguintes preços na loja oficial:

MacBook Neo pode ter motivado a mudança

Segundo o 9to5Mac, o fim do acesso irrestrito aos descontos nos EUA tem um gatilho provável: o recente lançamento do MacBook Neo. Apresentado em março por US$ 599, o notebook sai por US$ 499 para compradores da área da educação. No Brasil, o dispositivo custa R$ 7.299 e, com desconto estudantil, sai por R$ 6.199.

Esse valor agressivo pode ter forçado a Apple a agir para impedir que usuários comuns aproveitassem a brecha do sistema.

Vale lembrar que essa é a segunda tentativa da fabricante de barrar compras não verificadas no mercado americano. Em janeiro de 2022, a Apple chegou a ativar a exigência do UNiDAYS nos EUA, mas recuou dias depois após uma enxurrada de problemas técnicos. Resta saber se, agora, a medida será definitiva.

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