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Facebook processa empresa que exibia anúncios fraudulentos na rede social

O Facebook está processando uma empresa sediada em Hong Kong e seus dois proprietários chineses por usarem anúncios na própria rede social em uma tentativa de roubar contas de usuários. A companhia usava fotos de celebridades e ofertava produtos contrabandeados e pílulas de emagrecimento, levando os interessados a sites nos quais malwares eram instalados para obtenção de dados.

O processo foi aberto em uma corte do estado americano da Califórnia e cita a ILikeAd Media International Company como responsável pela compra dos anúncios, bem como os chineses Chen Xiao Cong, que seria o responsável pelo desenvolvimento do malware, e Huang Tao, que cuidaria de sua distribuição e das táticas para levar à instalação. O esquema, segundo o Facebook, estaria em andamento desde o final de 2018.

De acordo com a ação, a praga acompanhava outros aplicativos com downloads intencionais ou não, a partir dos sites comprometidos. Uma vez instalado no computador, o malware permanecia adormecido e esperando o usuário acessar o Facebook para roubar as credenciais de sua conta e criar novos anúncios em nome destes usuários, aumentando assim a amplitude das propagandas e também o alcance regional delas.

Além disso, os responsáveis pela operação são acusados de utilizarem técnicas para burlar o sistema de análise automática de anúncios do Facebook, usando páginas de destino que, alguns segundos depois de acessadas, redirecionavam os usuários para o site contendo os malwares. Assim, afirma a rede social, o sistema acreditava que tudo estaria certo e aprovava as propagandas para serem exibidas.

Em comunicado, a rede social afirma que o processo é uma maneira de fazer com que os responsáveis por crimes e atividades ilegais que utilizem a infraestrutura do Facebook sofram consequências que sigam além do simples bloqueios de suas contas. Para a empresa, apenas impedir o acesso deles não é suficiente, principalmente no caso de uma operação de malware que afetou milhares de pessoas em diferentes países, como é o caso do alvo atual do processo.

O Facebook informou também que emitiu reembolsos para os usuários afetados pela praga e que tiveram anúncios irregulares veiculados em seu nome. Agora, ela busca compensação e também a responsabilização dos criminosos, mas sem revelar o valor da ação — ela teria, entretanto, pago US$ 4 milhões às vítimas.

Ainda, o processo seria apenas um entre uma série de outros que a companhia estuda mover contra golpistas que utilizam o Facebook como vetor. Uma segunda ação está sendo analisada contra uma empresa americana chamada Ads Inc., que teria liderado um esquema de US$ 50 milhões em anúncios veiculados usando perfis roubados ou falsos, levando os usuários a páginas de vendas de produtos importados que visavam o roubo de suas informações bancárias.

Fonte: BuzzFeed News

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