Happn quer combater perfis falsos gerados por IA

Resumo
  • O Happn proibiu o uso de IA para criar perfis e mensagens, atualizando seus Termos de Uso para evitar contas falsas e terceirização de interações.
  • O app de encontros implementou uma categoria de denúncia para “uso indevido de IA”, com prioridade na moderação para perfis suspeitos.
  • A plataforma utiliza IA para sugerir locais de encontro, mas reforça que as interações devem ser humanas.

O aplicativo de encontros Happn decidiu endurecer as regras contra o uso de inteligência artificial por usuários do aplicativo. A plataforma anunciou hoje (10/02) que passa a proibir explicitamente o uso de ferramentas de IA generativa para a criação de perfis e até a troca de mensagens no chat. A medida visa combater a onda de contas falsas que utilizam fotos geradas por IA e a terceirização da paquera.

Para dar força à nova regra, o aplicativo implementou uma nova categoria de denúncia específica para sinalizar o “uso indevido de IA”. A ferramenta permite que qualquer pessoa reporte um perfil suspeito de ter fotos geradas pela tecnologia ou por comportamentos automatizados.

Segundo a empresa, as denúncias enquadradas nessa nova categoria terão tratamento especial. Elas entrarão em uma fila de prioridade para a equipe de moderação, que opera 24 horas por dia.

Preocupação com fakes de IA

A decisão de alterar os Termos de Uso reflete uma preocupação crescente de usuários com a autenticidade dos perfis nas plataformas de namoro, o que já fez rivais como o Tinder reforçarem as ferramentas de autenticação.

Ainda que perfis falsos não sejam incomuns na história dessas plataformas, com a popularização de ferramentas que criam rostos hiper-realistas e textos convincentes em segundos, o risco de catfish (quando alguém finge ser outra pessoa) evoluiu.

O Happn afirma que já utilizava sistemas automatizados para varrer a plataforma em busca de fraudes. Algoritmos monitoram, por exemplo, a origem geográfica dos acessos e comportamentos, como contas que distribuem likes em escala inumana. O app também mantém um banco de dados com imagens frequentemente utilizadas por golpistas para bloqueá-las preventivamente.

IA deve ou não ser usada?

Apesar do movimento de restrição, o aplicativo havia ampliado anteriormente o uso de IA nos bastidores. Em junho do ano passado, o Happn anunciou a funcionalidade Perfect Date, que usa IA para cruzar dados de hobbies e preferências (como locais favoritos) para sugerir bares ou parques ideais para o primeiro encontro.

“Ao usar tecnologia avançada para combater o mau uso da IA, fazemos uma escolha clara de que as relações devem continuar sendo humanas”, defende a CEO do Happn, Karima Ben Abdelmalek.

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