Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente no país

Resumo
  • Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente, e já exige que dispositivos venham com o rival russo, o Max, pré-instalado.
  • Segundo a agência federal responsável pelas comunicações no país, o bloqueio ocorrerá se o WhatsApp não cumprir a legislação local.
  • As medidas ampliam o controle digital e seguem bloqueios a serviços ocidentais.

A Rússia pode banir o WhatsApp definitivamente na região. Nesta sexta-feira (28/11), a Roskomnadzor, agência federal responsável pela supervisão de comunicações no país, emitiu um alerta sobre o possível bloqueio do app. O órgão regulador informou que a medida definitiva será implementada caso o aplicativo da Meta não cumpra integralmente a legislação local.

A notificação ocorre em meio a um movimento do Kremlin para substituir tecnologias ocidentais por soluções domésticas, sob a alegação de que o aplicativo é utilizado para organizar ataques terroristas e recrutar criminosos. Desde agosto, as chamadas de voz e vídeo sofrem restrições, embora o envio de mensagens de texto continue funcionando.

A mídia local já indica que operadoras de telefonia móvel foram instruídas a bloquear o envio de códigos SMS para autenticação de usuários. Em resposta, a Meta implementou uma opção de login via senha para contornar o bloqueio dos códigos de verificação.

Segundo as agências de notícias Interfax e TASS, as limitações continuarão gradualmente até o cumprimento das exigências estatais. Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, a Rússia intensificou o controle sobre o espaço digital, banindo redes sociais americanas como Facebook, Instagram e X/Twitter, além de restringir o acesso ao YouTube e limitar conteúdos estrangeiros no TikTok.

Max será a alternativa obrigatória

Captura de tela da página do Max, app que deve substituir o WhatsApp (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O endurecimento contra o mensageiro coincide com a promoção de alternativas locais. A principal delas é o Max, um superaplicativo estatal desenvolvido pela VK Co., empresa que controla a maior rede social da Rússia, conhecida como “Facebook russo”.

Inspirado no WeChat chinês, o Max centralizará serviços governamentais, armazenamento de documentos, transações bancárias e mensagens instantâneas. Desde setembro, celulares e tablets vendidos no país devem comercializar os produtos com o Max pré-instalado. O objetivo oficial é criar um canal de comunicação integrado aos serviços públicos.

Segundo a Reuters, essa centralização de dados no aplicativo pode facilitar a vigilância estatal sobre os cidadãos, acusação negada pela mídia oficial russa, que defende que o app solicita menos permissões que seus concorrentes ocidentais.

A estratégia também se estende a outros dispositivos. A partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs vendidas no território russo deverão incluir o aplicativo Lime HD TV, garantindo acesso facilitado aos canais estatais de televisão. As medidas visam reduzir a dependência de ecossistemas controlados por empresas dos Estados Unidos.

Com informações da Bloomberg

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