Google encerra agente de IA que navegava na web pelo usuário

Resumo
  • Google encerrou o Project Mariner, IA agêntica que executava tarefas online para o usuário.
  • O projeto foi apresentado no fim de 2024 e encerrado sem aviso prévio.
  • No entanto, o Google deve distribuir a ferramenta dentro de outros produtos da empresa.

Sem cerimônia, o Google encerrou o Project Mariner, experimento de inteligência artificial agêntica, criado há dois anos, que navegava e executava tarefas online em nome do usuário. A desativação ocorreu na segunda-feira (04/05), conforme consta na página oficial do serviço.

Segundo o The Verge, a tecnologia não será abandonada. Os recursos devem ser incorporados a produtos como o Gemini Agent e o AI Mode, a experiência de busca com IA da empresa.

O Google apresentou o Mariner no fim de 2024 como um projeto incubado no Google DeepMind, divisão de pesquisa voltada à IA da companhia, como uma tentativa de repensar a navegação na web.

Não custa lembrar que, nos últimos dias, o download silencioso de 4 GB do Gemini Nano no Chrome repercutiu negativamente entre os usuários. O Tecnoblog mostrou como impedir que a IA ocupe esse espaço.

Como funcionava o agente?

A proposta era permitir que o usuário delegasse tarefas a um agente de IA capaz de abrir sites, tomar decisões (em compras, por exemplo) e preencher formulários manualmente. O lançamento oficial para o público só ocorreu em maio do ano seguinte, meses após a chegada do concorrente Operator, da OpenAI, com proposta semelhante.

A ideia era evoluir a busca online, criando uma IA capaz de comprar ingressos, fazer reservas em hotéis ou realizar compras de supermercado sem que o usuário precisasse sair da interface de conversa.

Como um agente de IA, o Mariner era capaz de interagir com páginas da web e executar tarefas em nome do usuário. Na atualização mais recente, o sistema conseguia processar até 10 tarefas ao mesmo tempo, rodando em máquinas virtuais na nuvem.

Para onde vai a tecnologia?

Com o encerramento da marca Mariner, o Google passa a distribuir a tecnologia dentro de outros produtos. Na própria tela de aviso sobre a aposentadoria do projeto há sugestão para que o usuário use o Gemini Agent para tarefas complexas.

A mudança acontece poucas semanas antes do Google I/O 2026, marcado para começar em 19 de maio. O momento sugere que a empresa pode estar reorganizando seus projetos experimentais antes de apresentar uma nova fase de ferramentas de IA.

Entre os recursos que já apareceram em demonstrações recentes está o auto-browse no Chrome, capaz de realizar pesquisas em várias etapas de forma nativa. A tecnologia segue a mesma lógica do Mariner: tirar parte do trabalho manual do usuário e transferir a execução para agentes de IA.

Agente de IA chega ao Android

A IA agêntica também está sendo expandida para usuários de smartphones. Em fase beta para alguns aparelhos do Google e da Samsung desde fevereiro, o Gemini para Android passou a ser capaz de executar tarefas dentro de apps de terceiros.

A integração permite que a IA execute apps, como o Uber, e inicie uma ação de compra a pedido do usuário. Ainda não há previsão de lançamento dessa funcionalidade no Brasil, mas pode ser uma das tecnologias abordadas no evento do Google neste mês.

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