Review do Galaxy S26 Ultra: o seguro morreu de velho

O Galaxy S26 Ultra é a aposta da Samsung para o segmento de smartphones ultra-premium em 2026. O celular chegou ao Brasil pelo preço inicial de R$ 11.499, valor cobrado por desempenho de ponta, câmeras avançadas e alguns novos recursos, incluindo a tão comentada Tela de Privacidade.

Mas será que novidades pontuais justificam a compra desse flagship em um mercado cada vez mais competitivo? O que, de fato, muda em relação à geração anterior? E, mais ainda: o smartphone está melhor em aspectos que importam, como a bateria?

Eu usei o Galaxy S26 Ultra como meu celular principal por 30 dias e te conto todos os detalhes dessa experiência a seguir.

Galaxy S26 Ultra
R$ 7.899,00


Prós

  • Alto desempenho
  • Ótimo gerenciamento energético
  • Câmeras avançadas para foto e vídeo
  • Integração Quick Share/Airdrop
  • Carregamento de 60 W
  • Tela de Privacidade contra espiadinhas
Contras

  • Bateria de 5.000 mAh (íon de lítio)
  • S Pen vem perdendo a relevância
  • Módulo de câmera saltado
  • Construção em alumínio
  • Brilho e reflexos da tela sob sol

R$ 7.899,00 Mercado Livre
R$ 7.899,00 Mercado Livre
R$ 7.900,00 Mercado Livre

Assista ao review do Galaxy S26 Ultra em vídeo no YouTube

O que vem na caixa do Galaxy S26 Ultra?

Ao comprar um Galaxy S26 Ultra, você leva pra casa o smartphone com a S Pen, carregador rápido de 25 W, um cabo USB-C e os guias impressos do produto. A fabricante não inclui nenhuma capinha na caixa, diferentemente de concorrentes como Xiaomi, Motorola e Oppo.

Para os meus testes, a Samsung Brasil enviou também uma capa magnética, que permite carregamento do tipo MagSafe, mas ela é vendida à parte por R$ 309 na loja oficial da marca.

A empresa sul-coreana também vende um carregador rápido de 60 W que custa R$ 329 no site oficial.

Design do S26 Ultra tem seus altos e baixos

A Samsung tem feito ajustes no design dos smartphones da linha Galaxy S sem mudar radicalmente o visual, e aqui não é diferente. Nessa geração, vemos as quinas do aparelho ainda mais arredondadas em relação às do S25 Ultra e S24 Ultra, perdendo o aspecto de “tijolinho”.

Essa escolha tem impacto na ergonomia, que aos poucos vem melhorando na variante Ultra, a que tem as maiores dimensões:

  • 78,1 x 163,6 x 7,9 mm
  • 214 g

O material usado na construção do Galaxy S26 Ultra é um ponto importante: a Samsung trocou o titânio da geração anterior por alumínio, que é mais leve, mas também se mostrou menos resistente a impactos do que o Galaxy S25 Ultra.

A fabricante mantém a proteção Corning Gorilla Armor 2 na tela e Gorilla Glass Victus 2 na traseira, além da certificação IP68 contra água e poeira.

Em meus testes, notei que a ergonomia é realmente boa para um celular de quase 7 polegadas que pesa mais de 210 gramas. Não cheguei a sentir desconforto ao usá-lo no dia a dia, mesmo em períodos prolongados.

Mas um ponto realmente irritante é o “calombo” do módulo de câmeras, que faz o aparelho ficar instável sobre superfícies planas, como uma mesa. Essa característica até pode ser amenizada com o uso de uma capinha, mas o nivelamento não ocorre de forma completa.

Além disso, o módulo saltado atrapalha no uso de acessórios magnéticos, como powerbank e suportes de outras marcas. A Samsung vende uma solução que se adapta ao formato das câmeras, mas aí você fica com o ônus de ter que pagar um preço mais alto em vez de simplesmente aproveitar algum produto que já tenha em casa, por exemplo.

O carregamento reverso também sai prejudicado: em uma ocasião, precisei recarregar um iPhone que tinha ficado sem bateria e foi praticamente impossível encontrar uma posição que encaixasse, o que me fez desistir do recurso.

A alteração no design do S26 Ultra também muda a forma como você encaixa a S Pen, o que pra mim foi uma baixa nesse modelo: agora existe um lado correto para inserir a caneta, e se você não acertar qual é, terá que tentar de novo, porque ela não trava.

O problema é que se você não notar, tem riscos de perder o acessório ou danifica-lo em uma possível queda.

E por falar na S Pen, ela está mais fina para acompanhar o novo design, e parece mais frágil. Com isso, a pegada e experiência de escrita está um pouco inferior em relação à geração passada.

O Galaxy S26 Ultra está disponível nas cores violeta, branco, preto e azul, além de dourado e prata (cores exclusivas para compra no site ou app da Loja Samsung).

Quando o S26 Ultra foi lançado, só se falava nela: a Tela de Privacidade. A tecnologia é realmente inovadora e muito legal na prática. Ele funciona com uma combinação específica de hardware e software.

A tela usa uma arquitetura especial de pixels formada por “pixels largos” (para ângulos abertos normais) e “pixels estreitos” (que emitem luz só para frente). Quando o recurso é ativado, ele desliga os pixels largos, restringindo a luz nas laterais e escurecendo a imagem para quem vê de lado.

Essa tecnologia permite que a área escurecida seja definida de forma personalizada para maior comodidade. Além disso, você também consegue selecionar condições específicas para ativar o Modo Privacidade, como ao abrir um determinado aplicativo ou em prévias de notificações, por exemplo.

Ainda é algo novo, mas eu espero que a Samsung já esteja planejando formas de melhorar ainda mais essa experiência por meio de atualizações do sistema.

Agora, outra discussão levantada logo nos primeiros dias após a chegada do S26 Ultra é a redução de qualidade da tela em relação à do S25 Ultra. E, cá entre nós, ela existe.

A Tela de Privacidade acaba tendo um impacto sobre os ângulos de visão do display, estando ativada ou não. E quando ativada, há menos luz, uma vez que parte dos pixels é desligada para dar o efeito de privacidade — o que impacta diretamente nas cores e contrastes da imagem.

Justamente por isso é tão interessante que a função seja ativada somente quando é necessário. No meu caso, eu deixei esse recurso ligado para o WhatsApp e para as notificações. No WhatsApp eu demorei para acostumar, especialmente ao receber fotos (sempre acabo tendo que abrir na galeria pra ver as cores reais da imagem). No mais, uso a tela normalmente e não senti nenhum desconforto.

Entretanto, sob luz solar intensa, o S26 Ultra acaba pecando um pouco no brilho e nos reflexos. Durante os testes ao ar livre, coloquei o smartphone ao lado do Oppo Find X9 Pro, e a tela do concorrente é significativamente mais brilhante, com 3.600 nits em pico.

Para quem estava aguardando os números: o Galaxy S26 Ultra tem um display Quad HD+ de 6,9 polegadas com tecnologia AMOLED Dinâmico 2X e taxa de atualização adaptável de até 120 Hz.

O brilho máximo é de 2.600 nits (em pico), atingido em condições específicas, como na reprodução de conteúdo HDR.

Áudio encorpado com suporte a alta taxa de bits

O Galaxy S26 Ultra tem dois alto-falantes estéreo com suporte a Dolby Atmos. O áudio é encorpado, com graves presentes, além de médios e agudos equilibrados. O volume é alto na medida, sem distorção mesmo em 100%. No geral, tem uma boa entrega para reprodução de música, jogos e filmes.

Mas a experiência, é claro, é mais completa com os fones de ouvido da marca. Tive a oportunidade de testar o Galaxy S26 Ultra com os Galaxy Buds 4 Pro, novos fones Bluetooth com cancelamento de ruído da Samsung, e a integração dos dispositivos é simples e eficiente como mágica.

Você coloca os fones e, uma vez emparelhados, o smartphone já os reconhece de imediato, proporcionando uma imersão tão fluida, que parece que você está flutuando (especialmente com o cancelamento de ruído ativo). Ao guardá-los no estojo, as configurações mudam novamente para os alto-falantes do celular de forma automática.

Os Buds 4 Pro, vale mencionar, são vendidos à parte, por R$ 2.099.

Câmeras: capturas mais impressionantes à noite

As câmeras do Galaxy S26 Ultra receberam melhorias incrementais em relação à geração anterior. Ainda temos um conjunto quádruplo na traseira, com sensores de mesma resolução. Mas há upgrade na abertura de lente da câmera principal e da periscópica, permitindo maior entrada de luz.

As especificações são:

  • 200 MP, f/1.4, 23mm (wide), 1/1.3″, 0.6µm, PDAF, OIS
  • 10 MP, f/2.4, 67mm (telefoto), 1/3.94″, 1.0µm, PDAF, OIS, zoom óptico de 3x
  • 50 MP, f/2.9, 111mm (periscópio), 1/2.52″, 0.7µm, PDAF, OIS, zoom óptico de 5x
  • 50 MP, f/1.9, 120˚ (ultrawide), 1/2.5″, 0.7µm, dual pixel PDAF, super estabilização

Na prática, é possível notar que o Galaxy S26 Ultra é bom em preservar estruturas e formas, e mantém consistência mesmo ao alternarmos entre lentes.

Foto do Aeroporto de Congonhas tirada com o Galaxy S26 Ultra (lente principal, 23 mm, 200 MP) (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto de Avião da Gol tirada com lente periscópica do Galaxy S26 Ultra (zoom óptico de 5x), 50 MP (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto de escultura em Jacarepaguá tirada com lente periscópica do Galaxy S26 Ultra (zoom óptico de 5x), 50 MP (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Detalhes de um coqueiro com lente periscópica do Galaxy S26 Ultra (zoom óptico de 5x), 50 MP (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Pudim e um hidrante vermelho com o Galaxy S26 Ultra (lente principal, 23 mm, 200 MP) (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Eu pedi ao meu amigo Thássius Veloso para tirar algumas fotos com o S26 Ultra lá da China, e o resultado você confere a seguir:

Note que o processamento de cores parece mais contido do que costumamos ver historicamente em smartphones da marca, e o HDR faz escolhas mais conservadoras, optando por um aspecto mais polido/natural.

Um ponto positivo é que não vemos excesso de nitidez. Mas texturas mais finas também acabam desaparecendo com maior facilidade ao ampliarmos a imagem.

A mudança mais expressiva é em relação a fotos e vídeos em ambientes de baixa luz, com a evolução do Nightography. O recurso usa uma combinação de hardware, software e IA para conseguir otimizar imagens noturnas.

O que vemos é uma redução de ruído agressiva e melhor aproveitamento das luzes existentes. As cores também se destacam mais do que nas fotos diurnas, entregando aquele efeito “wow” que faltava.

Em comparação ao Oppo Find X9 Pro, no entanto, notei que as capturas ficam com ar mais artificial, e também acabam gerando artefatos (anomalias que não deveriam estar na imagem, como o pequeno retângulo azul no topo esquerdo da foto abaixo).

Árvore com luzes à noite capturada com Galaxy S26 Ultra (lente principal – Nightography – pixel binning 12 MP) (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

A linha Ultra está cada vez mais completa para quem busca um celular para vídeos profissionais. A nova geração traz suporte ao codec APV, permitindo maior flexibilidade em pós-produção com perfis LOG aprimorados e gravação em até 8K @ 24/30 fps.

O codec APV rivaliza com o Apple ProRes dos iPhones, preservando detalhes finos, incluindo texturas e movimentos, ao oferecer compressão visualmente sem perdas. É excelente para fazer correção de cor em softwares como Premiere e DaVinci Resolve.

Ao gravar no modo LOG, você ainda encontra LUTs no próprio app de galeria da Samsung para exportação rápida.

Além disso, o modo de superestabilização agora conta com o recurso de bloqueio horizontal. Apesar de não ser uma novidade no mundo dos smartphones (alô, Motorola!), o desempenho dessa função no S26 Ultra é o melhor dentre os aparelhos que eu já tive a oportunidade de testar.

Para selfies, o Galaxy S26 Ultra traz uma câmera de 12 MP com abertura de lente f/2.2, e faz vídeos de até 4K @ 60 fps.

Selfie em Modo Retrato com câmera frontal de 12 MP no Galaxy S26 Ultra (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Ultra desempenho e eficiência energética

Dizer que o S26 Ultra tem bom desempenho é chover no molhado, né? O processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, da Qualcomm, faz um excelente trabalho até mesmo em tarefas muito complexas, como edição de vídeo em alta resolução e multitarefa em tela dividida.

Eu testei diversos cenários: uso prolongado de câmera em gravação de vídeo; joguei títulos como CoD: Mobile e Genshin Impact; usei o CapCut para edição; e tudo isso rodou liso, sem qualquer engasgo.

O modelo que eu testei tem 1 TB de armazenamento, e mesmo baixando todos meus apps do dia a dia, eu consegui ocupar apenas 15% desse espaço. Se você pensa em importar sua galeria de fotos, espere o dobro da ocupação. Ainda assim, é muito espaço livre.

A memória RAM aqui é de 16 GB e rodou com fluidez qualquer software instalado sem problemas, mas também há versões com 12 GB de RAM.

Outro ponto que eu quero destacar aqui é o sistema de resfriamento desse aparelho, que tem uma Câmara de Vapor redesenhada para melhorar o gerenciamento de calor. A Samsung menciona um ganho de 21% em desempenho térmico. E, em meus testes, não senti o celular esquentar demais em nenhum momento. Nem com uso da capinha durante o carregamento.

No Geekbench 6, os resultados foram os seguintes:

Galaxy S26 Ultra (testado) Galaxy S25 Ultra (banco de dados)
CPU – Single-core 3592 2857
CPU – Multi-core 10964 9433
GPU OpenCL 24715 17919

Na prática, convenhamos, não há tanta diferença de desempenho entre as gerações para justificar uma troca imediata, mas poder de fogo para vários anos é o que não falta aqui.

Sistema e recursos: IA por toda parte

O Galaxy S26 Ultra sai de fábrica com o Android 16, e a política de atualização da Samsung prevê que o S26 Ultra receba updates de segurança e de versão do Android por sete anos. Isto é, até 2033.

A interface é a One UI 8.5, que está ainda mais personalizável e com integrada à inteligência artificial.

Um destaque aqui é o Now Nudge, um tipo de assistente que vasculha o seu celular em busca de dados que possam ser úteis em uma situação específica.

O recurso pode sugerir fotos de uma viagem para enviar a um contato, sem que você precise buscá-las manualmente, ou mesmo verificar se você tem horário disponível na agenda para marcar um compromisso, por exemplo.

Na galeria de fotos, também temos evolução nos recursos de IA. Agora é possível digitar um prompt para pedir alterações em imagens.

Em um teste, pedi para o S26 Ultra transformar a foto noturna em uma imagem feita durante o dia, e o resultado foi bem “ok”, conseguindo simular sombras, exposição e algumas texturas. Vale ressaltar que o smartphone marca essas edições com o selo “Conteúdo gerado por IA”.

Foto diurna gerada por IA com o Galaxy S26 Ultra (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Para vídeos, o smartphone traz ainda um recurso de redução de ruído para capturas feitas com o áudio nativo da câmera. Ele não é excelente, mas quebra o galho em situações emergenciais.

Eu pude usá-lo em uma entrevista que fiz com o Renato Citrini, Gerente de Produto da Samsung Brasil, durante o lançamento do Galaxy A57. Sem notar, minha lapela parou de funcionar, e a câmera captou o áudio com bastante barulho do ambiente. Mas o conteúdo ficou utilizável graças a essa função, como você pode ver abaixo:

A Samsung afirmou ter resolvido um problema bem comum: a integração com o app do Instagram, algo que é alvo de reclamações de criadores de conteúdo há anos. Infelizmente, isso não aconteceu 100%.

Eu cheguei a assistir testes cegos de outros criadores perguntando qual era o melhor vídeo, e elogiando a integração do S26 Ultra com o Instagram. Não me entenda mal: os vídeos do S26 Ultra não ficam ruins no Instagram. Não é sobre isso.

No entanto, ao tentar publicar carrosséis pelo smartphone, a compressão simplesmente não funciona como o esperado (e como funciona no iOS).

Mesmo com imagens otimizadas, que em tese não necessitam de uma super compressão, a publicação fica com qualidade inferior, exibindo logotipos e fontes menos definidos. O problema pode ser notado principalmente ao visualizar o post no desktop, comparando a um conteúdo publicado a partir de um iPhone.

S Pen: o que fizeram com ela?

Como uma grande fã da S Pen, eu estou decepcionada com o rumo que a Samsung vem dando pra caneta desde a morte da linha Galaxy Note. Eu me lembro de amar a S Pen com Bluetooth quando testei as Air Actions no Galaxy Note 10+, e depois, quando voltei a usar com o meu finado Galaxy S23 Ultra (ele não morreu, mas foi roubado), e continuava sendo incrível poder controlar algumas funções à distância com ela.

Agora, não somente o Bluetooth não existe mais na canetinha, como ela também ficou mais fina, o que, na minha opinião, foi uma baixa em ergonomia.

Isso, junto à já mencionada dificuldade de encaixe da S Pen no smartphone, me leva a crer que a Samsung não tem dado muita prioridade ao acessório — o que é uma pena, já que ele era um diferencial bem bacana da linha.

Bateria de 5.000 mAh… De novo

A Samsung não fez muitas mudanças na bateria do Galaxy S26 Ultra, o que pode decepcionar quem estava esperando uma grande evolução nesse quesito. O smartphone ainda traz um componente de íon-lítio com capacidade de 5.000 mAh — a mesma do Galaxy S20 Ultra, lançado há seis anos.

Apesar disso, não podemos descartar as otimizações do processador e de software que tornam o S26 Ultra mais eficiente energeticamente. Desse modo, não dá pra dizer que o smartphone tem uma autonomia ruim. Entretanto, ela é inferior à de concorrentes que apostam em bateria de silício-carbono.

Em meus testes, ele aguentou em média 28 horas em uso real moderado, combinando navegação em redes sociais, uso da câmera, reprodução de música e streaming de vídeo, com alternância entre dados móveis e Wi-Fi.

Um ponto positivo é a recarga, que está mais rápida, chegando a 60 watts. A Samsung enviou um carregador de 60 W para os testes (que não é o mesmo que vem na caixa, junto com o celular), e foi possível ir do 0% ao 100% em 1 hora e 15 minutos. Já recargas menores tendem a ser mais rápidas – em apenas 20 minutos, foi possível carregar 50%.

Para fins de comparação, com o carregador de 25 W que acompanha o smartphone, a bateria foi de 0% a 50% em 38 minutos.

O Galaxy S26 Ultra também tem suporte a recarga rápida sem fio Qi/Qi2, mas não conta com ímãs de forma nativa, para uso com acessórios magnéticos. A “solução” para isso é uma case comercializada pela própria Samsung, que permite uma experiência tipo MagSafe e recarga wireless de até 25 W — mas lá se vão R$ 309 em um acessório para conseguir aproveitar a experiência completa de um smartphone que não é barato.

Conectividade: conversa até com iPhone

O Galaxy S26 é compatível com 5G, Wi-Fi 7, NFC e Bluetooth 6.0. Além disso, o smartphone traz tecnologia ultra-wideband (UWB) para maior precisão em recursos de localização.

Por fim, uma novidade que eu comemorei bastante, e que faz muita diferença na minha rotina, é a tão aguardada integração do Quick Share com o AirDrop. A linha S26 é a primeira da Samsung a contar com esse recurso que permite comunicação do Android com dispositivos Apple.

Essa função já estava presente no Google Pixel e chega agora aos primeiros smartphones Android vendidos de forma oficial aqui no Brasil. Finalmente! Agora já posso considerar trocar o meu iPhone.

Afinal, vale a pena comprar o Galaxy S26 Ultra?

O Galaxy S26 Ultra é um ótimo smartphone, como esperado, apesar de ter concorrentes de peso no segmento ultra-premium. Para quem está acostumado com o ecossistema da Samsung e quer o que a marca pode oferecer de mais avançado, essa é uma opção segura para escolher em 2026.

No entanto, é importante reforçar: se você tem um S25 Ultra e até mesmo o S24 Ultra, a relação entre preço e melhorias do modelo não justifica a troca nesse primeiro momento.

Para quem vem de um iPhone e busca um Android topo de linha, a experiência da One UI 8.5 entrega algo agradável, com uma pequena curva de aprendizado, e a integração com o AirDrop é um ponto positivo — mas já deve chegar a modelos mais antigos em breve.

Como eu disse no review do Oppo Find X9 Pro, o concorrente chinês se sai melhor na fluidez do sistema e nas câmeras, e seria a minha recomendação se estivessem na mesma faixa de preço. Mas com os valores atuais, o S26 Ultra é a recomendação mais segura para quem busca um flagship lançado em 2026, saindo por volta de R$ 8 mil no varejo (e até por R$ 6.500 em promoções relâmpago).

Agora, se a ideia é ter câmeras avançadas por um preço ainda menor, vale lembrar que o Motorola Signature também está na disputa por cerca de R$ 5 mil em ofertas recentes, apesar de ter um poder de fogo menor.

Aliás, pra não perder as melhores condições e comprar o seu novo Galaxy ou qualquer outro smartphone, vale ficar de olho no Achados do TB. Todo dia, postamos as melhores ofertas com uma curadoria especializada e sem rabo preso!

Mas me conta: o que você achou do S26 Ultra? É o smartphone ideal pra você? Vamos continuar a conversa na Comunidade do Tecnoblog! 😉

Review do Galaxy S26 Ultra: o seguro morreu de velho

Total
0
Shares
0 Share
0 Tweet
0 Share
0 Share
0 Pin it
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.

Related Posts