Americanas, Submarino e Shoptime fora do ar: o que se sabe sobre a indisponibilidade das lojas online

Companhia dona das três marcas identificou um ‘acesso não autorizado’ e suspendeu ‘proativamente’ os sites de duas lojas desde domingo e, nesta segunda (21), o Shoptime também saiu do ar; ainda não há previsão sobre retorno dos serviços.

Os sites das lojas Americanas, Submarino e Shoptime, lojas que estão entre as gigantes do comércio eletrônico no Brasil e que pertencem ao mesmo grupo, estão fora do ar nesta segunda-feira (21).

Os dois primeiros saíram de operação ainda na madrugada de domingo (20); o Shoptime, no início desta tarde. Com queda nas ações, o grupo perdeu quase R$ 2 bilhões em valor de mercado nesta segunda.

A Americanas S.A., dona das três marcas, disse que suspendeu as páginas por “questões de segurança” após detectar um “acesso não autorizado”. Os aplicativos também foram afetados, mas as lojas físicas, não.

Por que os sites caíram? Houve ataque hacker?

A Americanas ainda não informou o motivo. Até agora, a empresa disse apenas que detectou um “acesso não autorizado”, o que gerou questionamentos sobre um possível ataque hacker, que não foi confirmado.

As primeiras instabilidades nos sites de Americanas e Submarino aconteceram no sábado, quando a Americanas fez um primeiro comunicado, citando que identificou o acesso indevido. Ela disse ainda que “não havia evidências de comprometimento de suas bases de dados”.

Os sites voltaram a ficar ativos ainda no sábado, mas foram suspensos novamente na madrugada de domingo. A empresa divulgou um segundo comunicado naquele dia, dizendo que “voltou a suspender proativamente parte dos servidores do ambiente de e-commerce” e que “acionou prontamente seus protocolos de resposta assim que identificou acesso não autorizado”.

Aviso no site da Americanas sobre a instabilidade dos sites — Foto: Reprodução
Aviso no site da Americanas sobre a instabilidade dos sites — Foto: Reprodução

“A companhia atua com recursos técnicos e especialistas para avaliar a extensão do evento e normalizar com segurança o ambiente de e-commerce o mais rápido possível. A Companhia reitera que trabalha com rígidos protocolos para prevenir e mitigar riscos. As lojas físicas não tiveram suas atividades interrompidas e permanecem operando”, concluiu a nota.

Na tarde desta segunda, o site do Shoptime também foi tirado do ar. Na mensagem a quem tenta acessar o site, as marcas dizem que a suspensão foi por “questões de segurança”.

Não é possível fazer compras nos sites e nem nos apps?

Até a última atualização desta reportagem, não. Os aplicativos também foram afetados. Ao acessar os apps, o usuário encontra a mesma mensagem publicada nos sites das marcas, sobre suspensão por questões de segurança. Apenas as lojas físicas das Americanas não foram envolvidas, segundo a empresa.

Raio-X da Americanas S.A. — Foto: Arte/g1
Raio-X da Americanas S.A. — Foto: Arte/g1

Compras que já foram feitas podem ter entrega atrasada?

Segundo postagem feita no Twitter das marcas nesta segunda-feira, sim.

Qual a relação entre Americanas, Shoptime e Submarino?

As 3 marcas pertencem à Americanas S.A. (antiga B2W). O grupo também é dono das lojas físicas Americanas e Americanas Express e da fintech de pagamentos Ame, dentre outros produtos.

Por que os sites falavam em falha de DNS?

Quem tentou acessar as páginas das Americanas e do Submarino de domingo até o começo da tarde desta segunda encontrou um aviso de que o serviço estava indisponível devido a uma “falha de DNS”.

O DNS (sigla em inglês para “Sistema de Nomes de Domínio”) é uma espécie de “agenda de contatos” da internet. Ele é responsável por registrar quais números (endereços de IP dos sites) estão ligados aos “nomes de domínio” (como “globo.com”).

Falha de DNS no site das Lojas Americanas — Foto: Reprodução
Falha de DNS no site das Lojas Americanas — Foto: Reprodução

A internet só funciona com números, então a “agenda” permite consultas (chamadas de “resoluções de domínio”) para qualquer pessoa saber o número de IP do site que pretende acessar. Quando acontece uma falha, o acesso à página fica indisponível porque não é possível encontrar o caminho certo para chegar nela.

O DNS não a causa da falha, mas um resultado da decisão de tirar as páginas do ar que, segundo a Americanas, foi tomada pela própria empresa.

Na tarde desta segunda, as páginas do grupo passaram a ter um comunicado personalizado sobre a indisponibilidade, citando “questões de segurança”.

O que diz o Procon?

Os Procons Carioca e de SP notificaram a Americanas para que apresente explicações sobre as falhas em suas lojas virtuais. Os institutos desejam informações sobre os prazos de entrega e sobre o arrependimento de compras, trocas ou consertos considerando o período que os sites ficaram indisponíveis aos consumidores.

“Considerando que os e-commerces das Americanas são visitados diariamente por milhares de pessoas e com objetivo de apurar eventual violação aos direitos dos consumidores, o Procon Carioca instaurou a Averiguação Preliminar”, explica o diretor executivo do Procon Carioca, Igor Costa.

Com informações do G1

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